Hoje no jornal The Gardian vem um artigo bastante preocupante - para dizer o mínimo - acerca do pico de produção petrolífera. O jornalista Terry Macalister diz que possui informação privilegiada a partir de uma fonte no interior da Agência Internacional para a Energia, e segundo essa fonte o pico de produção petrolífero está a acontecer neste momento e não daqui a 30 anos como afirma oficialmente a agência.
Segundo a sua fonte «Entramos na zona do pico de produção de petróleo» - avança - mais ainda: «A situação é bastante grave».
O momento do pico de produção deveria fazer soar todos os alarmes. A partir do pico o preço tem tendência natural a subir à medida que o petróleo disponível vai diminuindo. Mas a situação é mais grave que isso: se juntarmos a esta equação a procura crescente por parte das economias emergentes.
Caso se verifique que estamos no pico de produção petrolífera os preços subirão em flecha assim que o mercado se aperceber dessa realidade.
Segundo a fonte do «The Gardian» terá sido para evitar o descalabro e o pânico no mercado bem como atitudes de açambarcamento - que fariam subir ainda mais o preço do barril de crude - que a administração americana tem pressionado nos últimos anos a AIE para sobre-avaliar as reservas petrolíferas ainda existentes.
As consequências para a economia de uma situação desta ordem serão devastadoras, em primeiro lugar pela subida de preços contínua de todos os bens, especialmente aqueles que dependam mais dos combustíveis e derivados de petróleo - como por exemplo os produtos agrícolas.
Como consequência da subida de custos generalizada a globalização dará um passo atrás e tudo terá que ser feito a uma escala regional. Ou seja será necessário produzir todo tipo de bens a nível local, haverá escassez de bens alimentares enquanto a produção não aumentar localmente - especialmente nos países como Portugal que importa mais bens alimentares do que produz.
Verificar-se-há um empobrecimento generalizado de todas as nações desenvolvidas, especialmente as mais dependentes do petróleo.
A realidade é que ninguém sabe qual a gravidade do que pode estar para vir. Poderá ser apenas uma nova crise ou algo bem mais sério que faça regredir fortemente a civilização, através do colapso de todo tipo de serviços básicos.
E quando isso acontecer sofrerão mais as grandes cidades que são insustentáveis sem um input energético absurdo. Sofrerão as industrias ligadas a bens não essenciais, a agricultura como a conhecemos desapareceria já que actualmente queimamos 3 a 10 vezes mais energia em petróleo do que a energia contida nos alimentos que esse petróleo produziu. Ora esta situação à base de esforço humano e animal é impossível.
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A única solução viável no nosso tempo, para combater esta possível escassez é o aumento significativo da produção de electricidade quer pela queima de mais carvão quer através energia nuclear. Com essa energia eléctrica poderemos fazer funcionar novamente os nossos veículos urbanos e as nossas industrias, e também produzir hidrogénio para maquinaria mais exigente.
A situação será tanto mais grave quanto maior for o tempo de adaptação a esta nova situação.
Um conselho para o imediato: abasteça hoje o seu carro.
Fonte: http://www.guardian.co.uk/environment/2009/nov/09/peak-oil-international-energy-agency




















